António dos Santos est un fadiste portugais peu connu. Propriétaire d’une maison typique de fado dans le quartier d’Alfama à Lisbonne, il a enregistré peu de disques au cours de sa carrière. Il chantait le fado un petit peu en dilettante, avec un style inconfondible, situé entre le fado de Lisbonne et la ballade de Coimbra. Il a notamment interprété cette chanson, « Partir é morrer um pouco », un beau texte de Mascarenhas Barreto qu’il a mis en musique et qui est dédié à tous ceux qui un jour quittent leur pays, leur village, leur famille, leur femme et leurs enfants et pour qui partir c’est mourir un peu…

Adeus parceiros das farras

Dos copos e das noitadas

Adeus sombras da cidade

Adeus langor das guitarras

Canto de esperanças frustradas

Alvorada de saudade.

Meu coração como louco
Quer desgarrar-me do meu peito

Transforma em soluço a voz

Partir é morrer um pouco

A alma de certo jeito

A expirar dentro de nós.

Voam mágoas em pedaços
Como aves que se não cansam

Ilusões esparsas no ar.

Partir é estender os braços

Aos sonhos que não se alcançam

Cujo destino é ficar.

Deixo a minha alma no cais

De longe canto sinais
Feitos de pranto a correr.

Quem morre não sofre mais

Mas quem parte é dor demais

É bem pior que morrer!